INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “ILUMINAÇÕES DA ALA OCIDENTAL DA RELAÇÃO DE LISBOA” DE SANCHO SILVA - CICLO ARTE E PATRIMÓNIO (CURADORIA DE EDUARDO PETERSEN) – ARTE NO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DE LISBOA

No dia 3 de setembro de 2026, no seguimento da tomada de posse dos novos Juízes Desembargadores no Tribunal da Relação de Lisboa, teve lugar a inauguração da Exposição de Sancho Silva “Iluminações da Ala Ocidental da Relação de Lisboa”, com curadoria de Eduardo Petersen, representando a quarta exposição do Ciclo “Arte e Património”.

Formado em Artes Plásticas e Escultura pelo Ar.Co (Lisboa), Pratt Institute (Nova Iorque) e Whitney Independent Study Program, Sancho Silva conta também com formação em Matemática Pura e Filosofia. Ao longo do seu percurso, apresentou intervenções e obras em diversos países da Europa, América do Norte, África e Ásia, construindo uma presença internacional de relevo.

Uma reflexão densa sobre a memória e a Justiça: Guiado pelo olhar do curador Eduardo Petersen, o artista interpela o coração simbólico do Tribunal. Da memória do Cerco de Lisboa em 1147 à navegação da costa africana no século XV, a exposição resgata da história e da literatura para confrontar a autoridade da palavra, a força dos mitos e a relatividade dos conceitos. Entre pássaros libertos, o voo do ente feiticeiro Bugam e a presença da iconografia clássica, as instalações de Sancho Silva propõem uma viagem estética radical: um incessante questionamento das ideias até à sua nascente, desafiando a alma a descortinar novos cosmos onde seja possível equacionar melhores e mais elevadas formas de realizar a Justiça.

Anexa-se registo fotográfico do evento, disponibilizando-se a respetiva Folha de Sala.

O Ciclo “Arte e Património” – Arte no Tribunal da Relação de Lisboa – sob a curadoria de Eduardo Petersen Silva, juiz desembargador e artista plástico – prolongar-se-á, em vários momentos, até meados de 2027, permitindo um contacto regular dos magistrados e funcionários deste Tribunal, com diversos modos de perceção da realidade judiciária e comunitária, olhada pela visão do meio artístico, no modo da sua concretização em obras e suportes de perceção dessa realidade, ainda que sob a visão da comunidade.

Neste contexto, unindo-se o Direito e a Arte nos espaços da Justiça, o Tribunal da Relação de Lisboa recebe artistas contemporâneos que apreendem e pensam a Justiça e o Direito, expondo no Tribunal o particular resultado desse seu processo.